O Clube do Blefe ( ATO 2 ● Aprendendo o Blefe)

 APRENDENDO O BLEFE 


Com o passa do tempo Edinaldo começou a pegar o ritmo , mas para ele não era o suficiente, sua vida estava mudando e junto dela sua perspectiva...Ele começou a ficar ganancioso e o homem percebeu isso e comentou

 -Gosto de ver o quanto é ambicioso...sabe jogar pôquer?

Edinaldo logo respondeu mas com medo do que viria:

-Não , mas por que ?

o Homem responde:

-Não é necessário saber o por que , mas me responde 
--- ele faz uma pausa e pergunta --- e blefar você sabe ? 

Edinaldo receoso falou baixo

'' Só quando necessário ''

e o homem cai na gargalhada falando 

'' Blefar é algo sempre necessário --- então ele ficou serio por um momento e completou --- compre uma roupa bonita e na próxima corrida você entrará comigo ,  te ensinarei a jogar como a cidade joga ''

E assim foi, Edinaldo comprou uma roupa elegante , e foi ao buscar o homem, ele logo citou três regras quando entrou : 

— Primeira regra: lá dentro você não conhece ninguém. Todos são estranhos. Nunca misture sua vida com aquilo.

Fez uma pausa.

— Segunda regra: nunca aposte sem ter poder. Caso contrário, voltará a ser um lacaio.

O silêncio tomou conta do carro.

— E a terceira... Depois que entrar, não haverá saída. Ainda quer continuar ou prefere ser apenas um motorista?

— Sim.

Ao entrar no armazém, Edinaldo viu o prefeito, delegados, juízes, promotores, empresários e até a máfia local. Todos reunidos em paz.

— Carne nova? — perguntou um mafioso.

— Mais um peão... ou mais um cadáver.

— Aqui tudo se resolve no blefe.

O homem apresentou Edinaldo sem revelar seu nome.

— É o motorista de quem falei. Aposto nele.

— Vamos começar? — perguntou um cirurgião.

As mesas foram organizadas. Edinaldo conhecia as regras do pôquer, mas logo percebeu que aquele jogo era diferente.

Não se apostavam fichas.

Apostavam-se favores.

Um cargo público.

Um contrato.

Uma eleição.

Ou uma prisão.

Quando Edinaldo se aproximou da mesa, o prefeito sorriu.

— E você? Vai apostar uma corrida?

A sala inteira riu.

Então o homem respondeu:

— Eu empresto meu poder a ele.

O silêncio substituiu as risadas.

Até Edinaldo ficou surpreso.

O prefeito apenas puxou a cadeira.

— Sente-se.

O mafioso sorriu.

— Que sorte a nossa... ganhar o poder de um homem experiente vencendo um medíocre.

O homem apenas riu.

O embaralhador chegou a mesa e começou a distribuir as cartas e perguntou 

- a aposta ? 

- Uma licitação.

o mafioso cobre e responde 

- um alvará de soltura

o Edinaldo cobre somente por antipatia 

- um cargo publico. 

os outros riem do mafioso e ele cerra os punhos.. 

com o que Edinaldo havia feito ninguém na mesa cobria a aposta.

então o jogo de pôquer terminou ali , pois tudo que precisava para acabar era que todos largassem a mão. 


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